Elementos básicos da experiência humana segundo Dr. Dills

 A mente em si não é uma “coisa”, mas um processo que resulta e é governado por relacionamentos e as interações em um sistema, além de um produto de nosso sistema nervoso. Ela se manifesta e expressa através de uma série de sistemas complexos de interação nos hemisférios de nosso córtex e outras estruturas cerebrais e nas estruturas nervosas que se estendem ao longo de nosso corpo. A PNL entende a atividade dentro dessas estruturas, na forma de linguagem e “programas”, como a principal fonte de inteligência e experiência humana.  

Dilts relaciona o que considera os elementos básicos da experiência humana:  

O sistema nervoso 

Trata-se da parte “neuro” da Programação Neurolinguística. É através do dele que coordenamos o nosso comportamento e organizamos a nossa experiência do mundo. Pode ser dividido em três subsistemas primários:

1) O Sistema Nervoso Central 

2) O Sistema Nervoso Periférico 

3) O Sistema Autônomo Nervoso. 

O Sistema Nervoso Central é composto de cérebro e medula espinhal controlando nossos músculos e movimentos e está associado ao pensamento e à ação conscientes. O Sistema Nervoso Periférico está acima dos ramos da medula espinhal e dos órgãos dos sentidos. Ele retransmite informações sobre o ambiente dos órgãos, músculos e glândulas para o sistema nervoso central e de volta. 

O Sistema Nervoso Autônomo trata de uma rede de nervos fora da medula espinhal que lida com muitas atividades inconscientes, como regulação da temperatura, circulação, salivação, ativação da reação “lutafuga” e outros estados emocionais e de atenção. O Sistema Nervoso Central executa programas, planos e estratégias mentais através do Sistema Nervoso Periférico. O Sistema Nervoso Autônomo determina o estado do hardware biológico dentro dos quais esses programas são executados.

Sistemas representacionais  

Os sistemas representacionais relacionam-se às estruturas do sistema nervoso que operam os cinco sentidos: visual (visão), auditivo (som), cinestésico (sensação), olfativo (cheiro) e gustatório (gosto).

Cada sistema representacional é projetado para perceber e representar certas qualidades básicas da parte do mundo que sente através da interação entre os sistemas nervosos periférico e central. Essas percepções e representações incluem características como a cor, brilho, tom, intensidade, temperatura, pressão, etc. Essas qualidades são chamadas de “submodalidades” na PNL, uma vez que são componentes secundários de cada um dos sistemas representativos. Nós construímos modelos individuais do mundo e orientamos nossas vidas com base em como combinamos nossas memórias e construções do futuro para responder ao que somos capazes de perceber no permanente mundo externo.  

A ênfase colocada nesses vários modos de uso dos sentidos da maneira como eles são equilibrados e combinados, etc. influencia muito como percebemos e respondemos ao nosso meio ambiente. Pessoas diferem na forma como acessam suas habilidades para usarem seus sistemas representacionais, influenciando na capacidade de pensar, agir e modelar, desenvolver-se e até mesmo desenvolver diferentes aspectos de suas personalidades.  

Os diferentes sentidos enfatizam diferentes aspectos de eventos e situações. 

Sinestesia: sobreposição entre os sentidos

As experiências mentais são claramente distinguíveis em uma categoria sensorial particular e se misturam em nossos sistemas nervosos. Essa conexão de diferentes sentidos torna possível a aprendizagem. No entanto, as experiências ficam tão conectadas e sobrepostas que não é possível distinguir facilmente uma da outra numa relação causal. Ambas estão lá simultaneamente, mas uma precisa da outra. Sentir emoção em um concerto ou mediante obras de arte, como sugere Dilts, seriam exemplos disso, pois o sentimento não poderia existir sem a arte e a arte não poderia existir sem o sentimento. 

Na PNL, essa conexão é chamada de sinestesia. O termo literalmente significa “uma síntese dos sentidos”. As sinestesias são, portanto, mais ricas e poderosas do que perceber algo através de um sentido sozinho. A sinestesia também pode ser um fator importante para determinar a facilidade ou efetividade de certos desempenhos envolvendo funções mentais, como o próprio desenvolvimento dos sentidos em si. A força das sinestesias varia de acordo com a pessoa.  

Linguagem

Linguagem relaciona-se ao “linguístico” da PNL. 

A palavra falada é parte do sistema representacional auditivo que organiza e conecta informações dos outros sentidos, ao invés de, simplesmente, registrar qualidades de uma experiência, tal como os elementos mais puramente tonais do sistema auditivo o fazem. Quando a linguagem é representada diferentemente no cérebro, para além dos sons puros, a PNL considera-a um meta-sistema representacional.  

A palavra é um ponto de convergência que une múltiplas representações sensoriais na forma de imagens mentais, sons, sentimentos, etc. O significado de uma palavra para um determinado indivíduo é uma função da quantidade de neurologia mobilizada na linguagem.  

A linguagem conecta-se com as funções do cérebro e as palavras que as pessoas usam oferecem muitas pistas importantes sobre seus processos de pensamento. Um método primário de análise neurolinguística é buscar padrões linguísticos específicos, tais como os que indicam um sistema representacional particular ou sub-modalidade, o que acontece através de palavras específicas ou “predicados” e como esse sistema ou qualidade está sendo usado no universo de pensamento da pessoa. Os predicados são palavras, como verbos, advérbios e adjetivos, que indicam ações, relacionamentos ou qualidades em oposição a pessoas, lugares ou coisas. Para Dilts, este tipo de linguagem é tipicamente selecionado em um nível inconsciente e, portanto, reflete a estrutura subconsciente subjacente que os produziu, como na linguagem dos sistemas representacionais.

Estratégias cognitivas

Representam a “programação” na PNL. 

Nós não agimos no mundo de forma aleatória fazendo associações casuais e por reflexos. Nós damos passos consistentes para resolver problemas, tomar decisões, criar planos, etc. Tais sequências específicas de etapas mentais são chamadas de “estratégias” em PNL. Tal como em um programa de computador, uma estratégia define um processo, independente dos dados ou conteúdo que está sendo processado. A forma como cada passo mental está ligado ao passo que vem antes dele e ao que vem depois é uma característica importante do pensamento e da aprendizagem. Os elementos exatos em uma sequência diferente podem mudar completamente o significado de uma experiência.

Nossos sistemas representacionais e padrões de sinestesia, no decorrer dos processos de linguagem, organizam-se para as sequências ou estratégias consistentes que compõem nossas capacidades e personalidade. Mesmo que todos comecemos com basicamente o mesmo potencial em nossos cérebros, esses potenciais são rearranjados em diferentes combinações e sequências. As sequências de estratégias geralmente são organizadas de forma a refletir o ciclo de feedback através do qual a informação típica flui através de um sistema.  

A informação (1) entra para o sistema através de (2) um mecanismo de interface, que (3) passa informações para o núcleo do sistema. A informação é organizada e processada e depois (4) transformada em (5) saída no sistema.  

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