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Coisas importantes para um terapeuta iniciante

Seja bem-vindo, novo terapeuta!

Olá, como vai? Espero que bem. Se você veio parar neste artigo porque está procurando se estabelecer como terapeuta no mercado, saiba que está no lugar certo!

Este artigo é para você que acabou de fazer sua formação, que ainda pretende realizar uma formação dentro da área que achar interessante ou mesmo para quem já trabalha na área e deseja se aperfeiçoar ainda mais.

Seguem alguns pontos que são essenciais para seu crescimento no mercado como terapeuta de sucesso.

Invista em boas formações

Sei que parece que é um ponto óbvio, mas na realidade não é bem assim. É realmente muito importante realizar suas formações com institutos e professores de confiança, que possam lhe ensinar o conteúdo de maneira responsável e coesa.

Evite formações de apenas um final de semana que prometem te capacitar como profissional capaz de realizar muitas “curas” ou resolver muitos problemas. Não se iluda, não existe curso de final de semana que te capacite para tratar da depressão de alguém ou questões muito profundas. Por isso a importância em realizar boas formações.

Além de se atentar na qualidade das formações que irá realizar, tenha em mente que a sua formação pessoal nunca para. Sempre procure estar lendo e se atualizando dos assuntos, artigos científicos e outros temas relacionados a sua área de atuação.

Um bom terapeuta, profissional de excelência é aquele que está sempre estudando e se atualizando.

Invista em ferramentas de Marketing

Na data de lançamento deste artigo 10/01/2022 a ferramenta mais eficiente para divulgação e vendas é o Instagram. Caso no momento em que esteja lendo a ferramenta mais popular seja outra, invista nela.

A partir de suas leituras e fontes de informações, interaja com o público e crie conteúdo que levem informações úteis ao seu público alvo.

Se a ferramenta que estiver usando, assim como o Instagram ou Youtube tiverem uma aba profissional da qual você possa interagir, ver gráficos e números que lhe deem o máximo de informações possível de como está a retenção do público, comece a utilizar desde já.

Esta aba com certeza será sua maior aliada na hora de criar estratégias de horários, design e conteúdo em sua página.

Lembre-se nem todos os que consomem seu conteúdo irão se consultar com você, mas com certeza muitos tem amigos e parentes que podem indicar, por isso não negligencie estas pessoas.

Faça parcerias e interações com outros terapeutas

Networking é essencial. Procure entrar em contato com outros profissionais da área ou relacionados e realizar conteúdos juntos. Peça indicações e indique, marque lives em conjunto e esteja sempre à disposição dentro da medida da sua agenda para realizar estas parcerias. Como dito no item anterior, a pessoa que assiste seu conteúdo em primeira mão seja pelo seu perfil ou de outros, pode não ser atendida por você, mas com certeza conhece alguem que para indicar.

terapeuta

Se divirta!

Terapia é algo sério, mas não quer dizer que não possa se divertir aprendendo e interagindo com outros seres humanos. Não leve a vida tão a sério a ponto de perder o brilho e a felicidade. Defina suas metas e procure tirar o melhor proveito das experiências!

Conheça a plataforma HN University: indicada para terapeutas

O HN Institute possui uma plataforma com formações internacionais completas em PNL, Hipnose Clínica, Análise de Microexpressões Faciais e uma série de outros conteúdos.

Dentre estes estão mais de 100 induções hipnóticas para escutar em seu dia a dia, mini cursos, biblioteca do instituto, supervisões quinzenais com nossos instrutores credenciados e todas as nossas lives feitas no instagram. Tudo por um valor super acessível. Clique AQUI para acessar agora mesmo!

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Leia também esse artigo: 5 dicas para um ano novo mais próspero

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O que é síndrome de burnout?

A síndrome de Burnout (do inglês to burn out, Algo como queimar por completo), também chamada de Síndrome do esgotamento Profissional, foi assim denominada pelo psicanalista alemão  Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 70.

Muitas pessoas brilhantes estão, neste momento, em estados mentais que limitam sua capacidade. E isso é terrível para suas carreiras.

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Quais são as causas da Síndrome de Burnout?

A síndrome de burnout é um distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema, sempre relacionada ao trabalho de um indivíduo. Essa condição também é chamada de “síndrome do esgotamento profissional” e afeta quase todas as tarefas da vida de um indivíduo.

Ela é o resultado direto do acúmulo excessivo de estresse, de tensão emocional e de trabalho e é bastante comum em profissionais que trabalham sob pressão constante, como médicos, publicitários e professores.

Toda essa pressão, ansiedade e nervosismo resultam em uma depressão profunda, que precisa de acompanhamento médico constante.

A tendência é que a síndrome de burnout se torne cada vez mais comum, sendo que seu diagnóstico é realizado por meio de uma consulta médica com um psicólogo ou um psiquiatra.

Os Sintomas da Símdrome de Burnout

Nos dias de hoje você recebe uma quantidade enorme de informação, estimulando ainda mais que o quadro seja cada vez mais comum, o que dificulta o processo criativo e de inovação.

Entre os sintomas estão:

– Cansaço mental e físico excessivos;

– Insônia;

– Dificuldade de concentração;

– Perda de apetite;

– Irritabilidade e agressividade;

– Lapsos de memória;

– Baixa autoestima;

– Desânimo e apatia;

– Dores de cabeça e no corpo;

– Negatividade constante;

– Sentimentos de derrota, de fracasso e de insegurança;

– Isolamento social;

– Pressão alta e

– Tristeza excessiva.

O tratamento

Algumas estratégias utilizadas para lidar com o estresse são:

  • Realizar atividades de relaxamento;
  • Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
  • Manter uma dieta equilibrada ou balanceada e fazer exercícios;
  • Discutir os problemas com colegas de profissão;
  • Tirar o dia de folga;
  • Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas;
  • Se permitir reservar tempo para conversar e relaxar com amigos e familiares;
  • Participar de cursos e workshops;
  • Fazer mais elogios a si mesmo, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;
  • Praticar pelo menos uma atividade física;
  • Delegar, ou ser aconselhado nas tomadas de decisão e melhorar a comunicação.
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Como você pode ver, o burnout relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho. o que afeta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de fatores motivacionais acarreta o estresse profissional, fazendo com que o profissional largue seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito apego.

Disponibilizamos diversas ferramentas para você eliminar estresse causado pela Síndrome de Burnout em nossa plataforma HN Prime. Clique na imagem e participe gratuitamente por 7 dias. Até a Próxima!

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Hipnoterapia Mas afinal, o que é hipnoterapia?

Hipnoterapia é uma prática muito eficiente para mudar crenças ou comportamentos e produz resultados bem imediatos. Essa prática funciona combinando hipnose e terapia com objetivos orientados e específicos, com foco no uso de recursos da mente subconsciente ou inconsciente. Alguns pacientes podem preferir ou responder melhor a outros tipos de terapia.

Hipnoterapia não é uma panaceia que cure todos os males e problemas da humanidade como muitos insistem em vender! Quando em transe, o corpo da pessoa não sabe a diferença entre o que é imaginado e o que é real. As respostas corporais são as mesmas. No entanto, no nível mental, o paciente sabe que está imaginando apesar de responder fisicamente como se tivesse acontecendo. Isso faz da hipnoterapia um excelente recurso para mudanças poderosas. Hipnoterapia: Uma Reavaliação As informações abaixo têm como base o artigo “Hipnoterapia: uma reavaliação”, por Alfred A. Barrios, que consiste numa compilação das principais informações sobre a hipnoterapia .

 • Ao longo dos anos, houve surtos periódicos de grande interesse em hipnose. Muitos fenômenos extraordinários têm sido atribuídos aos seus efeitos e grandes reivindicações feitas quanto à sua eficácia na terapia. No entanto, apesar de tais afirmações, ainda parecem ser relativamente poucos os tera Fonte: site http://michelmansur.com.br/atendimentos/hipnoterapia 114 terapeutas usando a hipnose como uma ferramenta importante. Por quê?

Será que é porque as críticas geralmente dirigidas à hipnose são verdadeiras? Que é superestimada, na verdade limitada a uma pequena gama de problemas, incapaz de produzir mudanças duradouras? Será que a remoção dos sintomas pela hipnose leva a novos sintomas? É perigosa? Não, existem demasiadas evidências clínicas contradizendo estas declarações. Tal evidência não pode mais ser ignorada.

 • Percebe-se que a razão principal por trás da rejeição da hipnose tem sido o fato de ser uma desconhecida para praticamente a maioria das pessoas. Parece ser de natureza humana evitar ou rejeitar qualquer coisa que não pareça se encaixar, ou ser explicada racionalmente, especialmente quando esta parece ser algo potencialmente poderosa.

 • Houve 1.018 artigos relacionados à hipnose nos últimos três anos (1966 a 1968), aproximadamente quarenta por cento destes relativos ao seu uso em terapia.

 • No mesmo período encontramos 899 artigos sobre terapia psicanalítica e 355 em terapia comportamental

. • Ao contrário da opinião popular de que a hipnose somente é eficaz em certos casos específicos de remoção de sintomas, uma vasta gama de categorias de diagnósticos foi tratada com sucesso através da hipnoterapia. Isso inclui reação de ansiedade, neurose obsessivo-compulsiva, reações histéricas e desordens sociopáticas (HUSSAIN, 1964), bem como epilepsia (STEIN, 1963), alcoolismo (CHONG TONG MUN,1966), frigidez (RICHARDSON,1963), gagueira e homossexualidade (ALEXANDER,1965), várias desordens psicossomáticas, incluindo asma, abortos espontâneos, dismenorreia, rinite alérgica, úlceras, dermatite, infertilidade e hipertensão (CHONG TONG MUN, 1964, 1966). Também, nos últimos anos, um número crescente de relatos indica que as psicoses são bem tratáveis com a hipnotera- 115 pia (ABRAMS, 1963, 1964; BIDDLE, 1967).

 • Três estudos em larga escala nos últimos cinco anos contêm resultados básicos.

• O estudo de Richardson (1963) lidou com setenta e seis casos de frigidez. Ele relata que 94,7% das pacientes melhoraram. O número médio de sessões necessárias foi 1,53. O critério para julgamento de melhora foi o aumento na porcentagem de orgasmos. A porcentagem de orgasmos subiu de uma média pré-tratamento de 24% para a média pós-tratamento de 84%. Acompanhamentos (período exato não relatado) demonstraram que somente duas pacientes foram incapazes de continuar a alcançar o clímax na mesma porcentagem apresentada quando o tratamento terminou. O método de tratamento de Richardson foi uma combinação de remoção direta de sintomas, exposição e remoção de causas encobertas, pois ele descobriu que somente a remoção direta de sintomas nem sempre era suficiente. Ele não relata fracassos de indução hipnótica.

 • O estudo de Chong Tong Mun (1964; 1966) abrangeu 108 pacientes que sofriam de asma, insônia, alcoolismo, dismenorreia, dermatite, estado de ansiedade e impotência. A porcentagem de pacientes que foram relatados como tendo melhora foi de 90%. O número médio de sessões foi cinco. O critério para julgamento de melhora foi a remoção ou a melhora dos sintomas. O período médio de acompanhamento foi de nove meses. O método de tratamento de Chong Tong Mun foi uma abordagem tripla. Com alguns pacientes ele trabalhou na reeducação do paciente em relação aos padrões de comportamento imediatamente subjacentes aos sintomas. Com outros ele primeiro retrocedeu o paciente de volta ao princípio original do sintoma. Após retroceder, ele reeducou o paciente para o fato de que a causa original não mais estava operante. Além disso, ele geralmente usava sugestões adicionais de remoção direta de sintomas. 

 • O estudo de Hussain (1964) relata 105 pacientes que sofriam de alcoolismo, promiscuidade sexual, impotência e frigidez, transtornos sociopáticos da personalidade, reações histéricas, transtornos de comportamento, transtornos de crianças em idade escolar, transtornos da fala e outras doenças psicossomáticas diferentes. A porcentagem de pacientes reportados como tendo melhorado foi de 95,2%. 

O número de sessões necessárias varia entre quatro e dezesseis. O critério para julgamento de melhora foi a completa ou quase completa remoção de sintomas. Em acompanhamentos que variaram de seis meses a dois anos, nenhum caso de recaída ou substituição de sintomas foi notado.

 • O uso principal da hipnose não é um meio de remoção direta de sintomas. Nem é o seu uso principal um método de descobrimento. A tendência atual é usar a hipnose para remover atitudes negativas, medos, padrões de comportamento que não se adaptam e auto imagens negativas subjacentes aos sintomas. O descobrimento de causas e remoção direta de sintomas ainda é usado até certo ponto, mas geralmente em conjunto com esta nova função principal.

 • A hipnoterapia psiquiátrica, tal como praticada hoje em dia pelos mais destacados médicos da área, têm em comum com todas as outras formas de tratamento psiquiátrico moderno o fato de se preocupar não somente com os sintomas apresentados, mas principalmente com o impasse dinâmico no qual o paciente se encontra e com sua estrutura de caráter (ALEXANDER, 1965).

 • A objeção de que os resultados da remoção de sintomas raramente será permanente certamente não é válida. Isso pode ter sido assim no passado, quando apenas a remoção era praticada e nada era feito para fortalecer a habilidade do paciente de lidar com sua dificuldade ou de encorajá-lo a ficar “de pé por si só” (HARTLAND, 1965). 117 • Muitos terapeutas rejeitaram a hipnose porque sua abordagem direta do sintoma no passado chocou-se violentamente com a abordagem dinâmica deles. Agora vemos que tal conflito não mais precisa existir.

 • Alguns hipnoterapeutas usam, em parte, uma abordagem histórica, regredindo até a infância do paciente e mudando suas atitudes em relação às causas destes padrões (FROMM, 1965; ABRAMS, 1963; CHONG TONG MUN, 1964; 1966). No entanto, em sua maior parte, a hipnoterapia é não histórica e, aparentemente, mais rápida. Se quiséssemos mudar a direção de um rio, seria muito mais fácil trabalhar sobre a corrente principal diretamente (uma vez localizada) do que subir rio acima, localizando todos os afluentes e apontando cada um em uma nova direção.

 • No passado, certos perigos foram atribuídos à hipnose, por exemplo: o perigo de uma crise psicótica, ou a substituição de sintomas mais prejudiciais. De acordo com vários pesquisadores (KROGER, 1963; ABRAMS, 1964), esses perigos foram excessivamente exagerados. Entretanto, quaisquer perigos que havia, foram virtualmente eliminados por esta nova abordagem. Os poucos acidentes que ocorreram no passado resultaram (1) do uso inapropriado da hipnose como um agente de revelação, ou (2) seu uso inapropriado como forma de remoção direta de sintomas. O primeiro tipo de uso inapropriado foi produzido por terapeutas que permitiam, ou forçam, que o paciente se tornasse consciente de informações reprimidas sem ser forte o suficiente para enfrentar. O segundo tipo de uso inapropriado ocorreu quando os terapeutas arrancavam um sintoma que o paciente usava como muleta, antes deste estar suficientemente forte para andar por si só.

 • Freud abandonou a hipnose por causa do “pequeno número de pessoas que podiam ser colocadas num estado profundo de hipnose”, naquela época, e porque na abordagem catártica, os 118 sintomas desapareciam primeiro, mas reaparecem mais tarde se a relação paciente-terapeuta fosse perturbada (FREUD, 1955, p. 237). Nos estudos acima, os únicos fracassos em indução hipnótica foram relatados por Chong Tong Mun (oito (8) fracassos em 108 pacientes). Isto pode significar uma entre duas coisas: os procedimentos de indução hipnótica melhoraram desde a época de Freud, ou que a abordagem de recondicionamento usada nestes estudos (em contraste com a abordagem catártica de Freud) não requer níveis muito profundos de hipnose. Existem evidências de que ambos os fatores podem estar envolvidos.

• Embora muitos tivessem pensado que a suscetibilidade hipnótica era um conjunto de traços de personalidade, existem vários estudos que agora parecem indicar que este não é o caso e que a responsividade pode ser aumentada por certas mudanças no procedimento de indução hipnótica (PASCAL; SALZBERG, 1959; SACHS; ANDERSON, 1967; BAYKUSHEV, 1969), bem como através de uma conversa introdutória (pré-talk) voltada a assegurar uma atitude positiva, uma expectativa apropriada e uma alta motivação em relação à hipnose (DORCUS, 1963; BARBER, 1969; BARRIOS, 1969).

 • Em relação à profundidade de hipnose necessária para a abordagem de recondicionamento funcionar, existem vários terapeutas que sentem que somente um estado leve de hipnose é necessário (VAN PELT, 1958; KLINE, 1958; KROGER, 1963). Um estudo por Barrios (1969) dá a esse argumento algum suporte: foi verificado que um aumento na condição da resposta salivar podia ser produzido quase tão eficazmente por níveis mais leves de hipnose quanto por níveis mais profundos.

 • A última afirmação nos faz indagar se a indução hipnótica é de algum modo necessária para que a abordagem de recondicionamento funcione. A julgar pelo trabalho de Wolpe (1958), parece que a hipnose não é um requisito absolutamente ne- 119 cessário. Esta ideia também seria apoiada pelo trabalho de Barber (1961, 1965), que descobriu que fenômenos hipnóticos podem ser produzidos sem uma prévia indução hipnótica. No entanto, a verdadeira questão a ser respondida não é se a indução hipnótica é absolutamente necessária, mas se ela pode, além disto, simplificar o processo de condicionamento. O próprio Wolpe concorda que a hipnose aparentemente simplifica o condicionamento: “Os pacientes que não podem relaxar não vão avançar com este método. Aqueles que podem ou não serem hipnotizados, mas que podem relaxar, vão fazer progressos, embora, aparentemente, mais lentamente do que quando a hipnose é usada” (WOLPE, 1958, p. 141, grifo do autor).

 • Tal como observado na teoria (BARRIOS, 1969), a sugestão hipnótica e em estado de alerta estão no mesmo espectro e a indução hipnótica deveria ser considerada como um procedimento através do qual podemos aumentar a probabilidade de obtermos uma resposta mais positiva à sugestão. A próxima questão a ser decidida agora não é se os procedimentos de indução hipnótica aumentam a responsividade (isto é muito bem aceito – por exemplo, BARBER, 1969), mas quais variáveis na indução hipnótica estão agindo como fatores chaves e o que pode ser feito para fortalecer a eficácia destes fatores.

• Na comparação de Wolpe das abordagens da psicanálise e de sua própria (WOLPE; SALTER; REYNA, 1964), verificamos o seguinte: baseado em todos os pacientes psiconeuróticos analisados, o número de pacientes curados ou que tiveram grande melhora através da psicanálise foi de: 45% em um estudo envolvendo 534 pacientes e 31% em outro estudo envolvendo 595 pacientes (os únicos dois estudos em larga escala na literatura sobre psicanálise). A duração média de tratamento para os pacientes com melhora (informada somente no primeiro estudo) foi de três a quatro anos com uma média de três a quatro sessões por semana, ou uma média de aproximadamente 600 sessões por paciente.

Na abordagem de Wolpe, verificamos, com 120 base em todos os pacientes analisados, que a taxa de recuperação foi de 65% em seu próprio estudo envolvendo 295 pacientes (geralmente relatados como 90% de 210 pacientes) e 78% num estudo de Lazarus envolvendo 408 pacientes. A duração do tratamento para os pacientes com melhora foi na média de trinta sessões no primeiro estudo e quatorze no Segundo.

• Calculando as estatísticas acima, concluímos que a hipnose ainda é encarada como uma prática “desconhecida” pela maioria dos terapeutas. Estes ainda não estão cientes de qualquer explicação racional para os fenômenos hipnóticos que os satisfizesse, uma explicação que colocasse esses fenômenos ao nível de fatos e leis observáveis. Enquanto a hipnose continuar a emitir um cheiro de misticismo e charlatanismo, ela continuará a ser rejeitada por muitos, não importando quão grandes sejam as reivindicações em seu nome.

• O terapeuta experiente realmente não deveria se surpreender com a eficácia da hipnose em simplificar a terapia. A indução hipnótica pode ser vista como uma técnica para estabelecer um rapport (entenda-se “empatia”) bem intenso, para estabelecer maior segurança, maior crença no terapeuta, pelo qual suas palavras serão muito mais eficazes. Para a teoria Wolpiana (também conhecida por “comportamental”), podemos esperar uma incidência de melhora de 72%, após uma média de 22 sessões e com a hipnoterapia podemos esperar uma incidência de melhora de 93%, após uma média de seis sessões.

• É interessante notar a correlação negativa entre o número de sessões e a porcentagem de incidência de melhora. À primeira vista isso parece paradoxal. No entanto, se uma forma de terapia é verdadeiramente eficaz, esta não apenas deveria aumentar a incidência de melhora, mas também encurtar o número de sessões necessárias (bem como ampliar a gama de casos tratáveis).

• Apesar de todos os relatórios encorajadores, continua a ser considerável a hesitação por parte dos psicoterapeutas para usarem a hipnose.

• Assim como Sundberg e Tyler (1962) observaram, uma das características comuns entre todos os métodos de psicoterapia é a tentativa de criar um forte relacionamento pessoal que possa ser usado como um veículo de mudança construtiva… É um fato significativo que muitos escritores teóricos, à medida que suas experiências aumentam, vêm a dar muito mais ênfase nesta variável (Sundberg e Tyler, 1962, p. 293-294).

• A questão que permanece, no entanto, é esta: qual é exatamente o processo pelo qual “meras palavras” podem produzir enormes mudanças na personalidade?

• Tal como observa a teoria da hipnose de Barrios (1969), a capacidade das palavras produzirem mudanças não é realmente tão difícil de compreender se estivermos familiarizados com os princípios do condicionamento de ordem superior. Primeiramente, sabemos que palavras podem agir como estímulos condicionados. Pavlov reconheceu este fato: Para o ser humano, obviamente a fala fornece estímulos condicionados que são tão reais como qualquer outro estímulo. A fala, levando-se em conta toda a vida precedente do adulto, está ligada com todos os estímulos internos e externos que podem alcançar o córtex, sinalizando todos eles e substituindo todos eles, podendo, portanto, trazer à tona todas aquelas reações do organismo que normalmente são determinadas pelos próprios estímulos reais (PAVLOV, 1960, p. 407).

• Hoje em dia, de acordo com os princípios do condicionamento de ordem superior, sabemos que ao unirmos a palavra 122 B com a palavra A transferiríamos a resposta produzida pela palavra B para a palavra A e consequentemente qualquer coisa que evocar a palavra A. Dessa maneira, por exemplo, se quisermos condicionar uma pessoa para ficar mais relaxada na presença das pessoas, uniremos as palavras “pessoas” (A) e “relaxada” (B), usando uma sentença ou sugestão tal como: “De agora em diante você se sentirá mais relaxada na presença das pessoas”. As formulações teóricas de Mowrer sobre as frases como um mecanismo condicionador (MOWRER, 1960) tendem a sustentar esta alegação. Naturalmente, sabemos que sob circunstâncias normais as sugestões não são sempre aceitas (e, portanto, o condicionamento nem sempre acontece quando uma sugestão apropriada é dada). Por que isso acontece?

• Osgood (1963) acredita que uma sugestão tenderá a ser rejeitada se for incongruente com as crenças e atitudes prévias do indivíduo ou suas percepções atuais. Parece então que se houvesse meios de eliminar estas últimas, seríamos capazes de ter uma sugestão mais prontamente aceitável, simplificando então o condicionamento de ordem superior. A hipnose é um destes meios.

• Assim, chegamos à razão da hipnose ser tão eficaz na simplificação da terapia: as percepções, crenças e atitudes dissonantes se abstêm de interferir com a sugestão (e assim com o condicionamento). Como disse Pavlov: O comando do hipnotizador, em correspondência com a lei geral, concentra a excitação no indivíduo (que está numa condição de inibição parcial) em alguma região clara e distintamente estreita, ao mesmo tempo intensificando (por indução negativa) a inibição do resto do córtex e dessa maneira abolindo todos os efeitos conflitantes dos estímulos contemporâneos (percepções atuais) e sinais deixados por aqueles anteriormente recebidos (crenças e atitudes prévias). Isto explica a grande e insuperável influência das sugestões como um es- 123 tímulo durante a hipnose, bem como logo após esta” (Pavlov, 1960, p 407).

• Como exemplo, vamos considerar que queremos mudar a autoimagem de um paciente daquela de uma pessoa incompetente para uma mais autoconfiante. Se sob circunstâncias comuns sugeríssemos que ele não mais se sentisse incompetente, isto muito provavelmente teria pouco êxito. Isto ocorre por que a autoimagem negativa do paciente, geralmente sempre presente e inteiramente dominante, rapidamente suprime qualquer imagem positiva sugerida, ou pelo menos evitaria que esta fosse muito vívida ou real. Mas no estado hipnótico super sugestivo as condições são diferentes. A autoimagem negativa do paciente é mais facilmente inibida e, portanto, deve ser menos propensa a interferir quando evocamos a autoimagem positiva através da sugestão. Como resultado, o condicionamento pode acontecer e novas associações podem ser feitas.

A pessoa pode autenticamente imaginar-se se sentindo autoconfiante em várias situações e estas novas associações condicionadas, por sua vez, podem resultar em um novo comportamento. Esta nova atitude pode agora tornar-se permanente, por meio de auto reforço, assim como sua velha atitude negativa tinha sido mantida estável pelo autor reforço. Enquanto o paciente tem atitudes negativas, estas são auto reforçadas. Elas fazem com que ele se sinta tenso, aja inoportunamente e cometa muitos erros. Além disso, ele provavelmente não acreditaria em qualquer elogio ou qualquer ocorrência positiva, caso aconteçam. Mas se esta auto imagem negativa tiver sido substituída por uma positiva, o ciclo oposto pode resultar. Ao ser mais confiante e descontraído, ele naturalmente tenderá a ser mais aceito. Além disso, ele estará agora mais aberto a acreditar e aceitar os elogios e resultados positivos.

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Fonte: A Hipnose sem Segredos – André Percia, Ca 11, pg 113

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Uma breve introdução à PNL para empresas

Você já ouviu pessoas de negócios falarem sobre programação neurolinguística (PNL) e se perguntaram sobre o que estavam falando? Por um tempo, a PNL era uma palavra da moda e muitos gurus dos negócios se posicionavam como praticantes da PNL. Embora o burburinho inicial possa ter diminuído, continua sendo verdade que a adoção de habilidades básicas de programação neuro lingüística pode melhorar a comunicação comercial, a construção de relacionamentos, a criatividade e o estabelecimento de metas.

O HN institute oferece vários cursos, como o uso da PNL na comunicação e o uso da PNL nas vendas , que permitem aos delegados aproveitar os benefícios dessa abordagem exclusiva de comunicação, desenvolvimento pessoal e psicoterapia e maximizar seu potencial no ambiente de negócios.

Em primeiro lugar, porém, é útil entender o que é a PNL e como isso pode ser benéfico para os negócios; portanto, para aqueles que pensam que a programação neuro lingüística soa tanto como mumbo-jumbo psicológico, aqui está uma breve introdução à PNL para negócios .

Em poucas palavras, o que é PNL?

Desenvolvida na década de 1970 pelos psicólogos americanos Richard Bandler e John Grinder, a PNL postula a idéia de que as faculdades cognitivas, sensoriais, comunicativas, comportamentais e emocionais de uma pessoa podem ser conscientemente “programadas” para alcançar a excelência pessoal.

Como a PNL é útil no mundo dos negócios?

A PNL fornece uma seleção de ferramentas e habilidades poderosas que podem ser usadas para aprimorar o desempenho pessoal em muitos campos que são particularmente relevantes nos negócios. Muitas das técnicas usadas na PNL fornecem uma base para negociações persuasivas e bem-sucedidas, por exemplo. Outras áreas de particular relevância para os negócios são o potencial da PNL para melhorar a construção de rapport, o estabelecimento de metas e a conquista, o pensamento inovador e fornecer um melhor entendimento das necessidades e motivações dos clientes.

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Como a PNL funciona na prática?

Em termos muito simplistas, a PNL é uma forma aprimorada de ‘treinamento cerebral’. Aplicada efetivamente, a PNL permite que o cérebro responda automaticamente a estímulos e situações do mundo real, reconhece que os aspectos podem ser alterados para criar melhorias e sugere a técnica mais prática e eficaz para fazê-lo.

Quais são os benefícios da PNL para os negócios?

A PNL é um meio para desbloquear o potencial pessoal e melhorar o desempenho. Consegue isso removendo a barreira psicológica – como o medo do fracasso – que normalmente nos impediria de testar nossas habilidades em situações fora de nossas zonas de conforto normais. Ao fornecer a confiança necessária para superar crenças que normalmente nos limitariam, a PNL cria uma ‘rede de segurança’ que nos permite atuar fora de nossas zonas de conforto percebidas, alcançando mais do que acreditávamos ser capazes anteriormente.
Como o desempenho pessoal de cada funcionário é a base da produtividade e do sucesso dos negócios, a PNL aplicada corretamente pode melhorar a confiança e o moral da equipe, aumentar o desempenho e a produtividade da equipe e, por sua vez, melhorar a satisfação do cliente.

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A programação linguística neuro é uma disciplina complexa e fascinante, com muitos benefícios práticos para os negócios. O HN Institute pode ajudar os delegados a explorar e perceber o potencial da PNL e aplicá-lo em seus próprios ambientes de trabalho. Tanto o ‘ Usando a PNL na comunicação ‘ quanto o ‘ Usando a PNL nas vendas ‘ estão disponíveis como módulos de treinamento on-line, bem como cursos em sala de aula, e podem ser acessados ​​usando o conveniente sistema de Educativo do HN, permitindo que os delegados escolham o estilo de treinamento que melhor se adapte às suas necessidades.

Saiba mais sobre o treinamento em PNL aplicada aos negócios do HN Institute, clique aqui.

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O que você sabe sobre seu cérebro?

O que você sabe sobre o Cérebro Humano?

Podendo ter mais de 100 bilhões de neurônios e 100 trilhões de conexões, o cérebro é um objeto vertiginosamente complexo. O cérebro controla todos os aspectos das nossas vidas. Ao longo da evolução humana dobrou de tamanho. Pesa menos de um quilo e meio, mas consome 20% da energia que nosso corpo produz.

Podemos dividir o cérebro humano em 3 sistemas distintos, sendo eles:

*Tronco encefálico, que compartilhamos com répteis e outros animais. Responsável por nos manter vivos, controla nossos batimentos cardíacos, a respiração, a digestão e a pressão sanguínea. Coisas que fazemos automaticamente.

*sistema límbico, que processa nossas emoções. Dentro do sistema límbico estão as amígdalas, que são parecidas com amêndoas. A amígdala é uma estrutura cerebral altamente implicada na manifestação de reações emocionais e na aprendizagem de conteúdo emocionalmente relevante. Esta estrutura apresenta um relativo dimorfismo sexual e está relacionada com a manifestação de comportamentos sociais. Há crescentes evidências apoiando a função da amígdala como uma das regiões cerebrais mais importantes para a ocorrência do comportamento agressivo em humano.

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Temos uma em cada lado do cérebro embora muito pequenas, são os centro de comandos que transmitem nossas reações emocionais ao cérebro. Dentre essas uma das mais simples e fortes é o medo. Uma emoção primitiva que todos sentimos! Diante do medo é a amígdalas que reage diante de nossos sentidos e ativa instantaneamente o botão do pânico. Amígdalas é uma das regiões mais inter-conectada ao nosso cérebro. Ela envia sinais, para algumas partes do tronco encefálico. Causando reações no organismo. Nos suamos, nosso coração dispara, podemos ficar sem reação, ou então sair correndo. Com a evolução humana, o neo córtex também passou a processar o medo.

*Neo córtex, é a camada externa, fina e enrugada do cérebro dividida em quatro lobos. O lobo frontal, compreende acima dos olhos. O lobo frontal é a região onde os pensamentos conscientes, lógicos e racionais são processados. Onde resolvemos problemas. São os condutores do cérebro, sendo capazes de sincronizar todas às atividades. Cientistas, fizeram um grande avanço nas pesquisas sobre o medo quando descobriram, que as informações dos nossos sentidos chegavam às amígdalas com o dobro de velocidade, que demoravam para chegar até os lobos frontais.

A diferença das velocidades dos sinais significa que sabemos reagir instintivamente à uma ameaça, caso contrario ficaríamos congelados pelo medo esperando os lobos frontais decidirem a reação correta! Esses sinais automáticos da amígdala, podem ser controlados de cima para baixo. Em condições normais o cérebro se comunica com o corpo, através de minúsculos impulsos elétricos.

A velocidade média de propagação dos impulsos nervosos é de cerca de 100 m/s (360km/h) que é um terço da velocidade do som. Alguns afirmam que as ocorrências fisiológicas do cérebro que caracterizam o pensamento são uma resposta orgânica a um fato que se dá em um contexto supranatural.

Se você ficou surpreso, vale lembrar que temos outro cérebro ainda mais primitivo. O cérebro entérico.

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Referências Bibliográficas:

Princípio de Neurociências

100 bilhões de Neurônios

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5 Motivos Para Você Aprender Hipnose

 5 motivos para você aprender Hipnose

A hipnose é uma ferramenta capaz de mudar a realidade tanto de quem a pratica quanto de quem passa pela experiencia. Sabendo do potencial dessa incrível ferramenta, resolvemos citar 5 motivos que você tem para aprender Hipnose.
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Psicologia

Tudo Sobre Neurociências Das Ondas Cerebrais

As ondas cerebrais vêm sendo estudadas desde 1930, quando Hans Berger inventou o EEG com o objetivo de monitorar a variação elétrica na superfície do crânio humano (Waechter, 2002). Essa invenção permitiu que uma nova linha de pesquisa surgisse, a analise das ondas cerebrais, chamada de neurofeedback.

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Causas e Efeitos da Depressão No Cérebro

O cérebro é formado por células, os neurônios, que se comunicam por meio de substâncias chamadas neurotransmissores. Quando uma pessoa está em depressão, alguns neurotransmissores, por algum motivo, não circulam como deveriam. As causas são diversas, como predisposição genética, personalidade melancólica, vivência de situações desgastantes ou traumáticas, abuso de drogas ou álcool e algumas doenças cerebrais.

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Psicologia

Você Conhece Nosso Segundo Cérebro?

Mente e cérebro

 As memórias se formam quando um grupo de neurônios reage ao serem ativados. O neurônio A (1) recebe um estímulo que provoca que ele acenda eletricamente o neurônio B (2). Se o neurônio A se acende novamente se estabelece uma conexão. Mais tarde o neurônio A pode acender-se só fracamente para acender o neurônio B (3). O acendido dos neurônios A e B pode acender os neurônios vizinhos C e D. Se isso ocorre repetidamente, as quatro células passam a constituir uma rede que se acenderão juntas no futuro – formando uma memória (SALAS, 2007, p. 61).
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Fascinação

Você sabe o que é Fascinação Hipnótica?

A fascinação Hipnótica existe em muitas partes da história. A partir do mito da medusa, onde era capaz de transformar as pessoas em pedra com seu penetrante olhar.

Para os egípcios, podemos ver os olhos sendo destacados em amuletos e monumentos.

Hoje em dia, como você pode ver em vários filmes, onde os homens tem sido sempre ciente do poder lendário do olhar. Esse poder tem sido chamado de “fascinação hipnótica”.

Fascinação Hipnótica

Durante a idade media, se referia ao poder de um olhar sobre outro olhar, enquanto que para os Indianos esse “poder” estava ligado ao terceiro olho, o anja chakcra.

O olhar, quando devidamente utilizado, permite que duas pessoas  entrem em contato com a parte mais profunda do seu ser.

Em muitas tradições, os olhos são as “janelas da alma”. O amor, o medo e qualquer emoção poder ser percebidos através do olhar. Olhando diretamente nos olhos de alguém sempre teremos uma forte impressão.

Os bebês reagem ao olhar dos pais quase que de imediato e isso é de suma importância para ligação entre duas pessoas.

Leia também: https://hipnosecomneurociencias.com/neuronios-espelho-e-empatia/

Auto Aplicação

Segundo Dr Marco Paret, maior autoridade do mundo no assunto. Você só é capaz de influenciar alguém através do olhar, quando você se tornar capaz de influenciar a si mesmo. Eu sou prova viva de que o fenômeno acontece! 

Após fazer o curso eu fiz os exercícios, com objetivo de adquirir o que ele chama de presença, e ainda conseguir adquirir mudanças rápidas de hábitos. 

O resultado foi surpreendente! Em pouco tempo eu já estava conseguindo ter uma performance acima da média, em muitas competências das quais se tornaram minha responsabilidade em pouco tempo. 

O foco aumentou notavelmente, outro fenômeno interessante, foi quando pessoas do meu convívio começaram a notar que terceiros ficavam atraídos olhando para os meus olhos. 

Contudo, pude validar que a auto aplicação da ferramenta realmente é eficaz. Passei a ensinar meus clientes, alguns dos exercícios secretos para adquirir presença (é extremamente terapêutico).

Usando o olhar na Fascinação Hipnótica

O olhar, quando usado corretamente, em vez de prejudicar as pessoas as enriquece terapeuticamente e abre novas dimensões.

Graças ao estado profundo que você pode criar e alterar com os olhos, você consegue estabelecer regressões instantâneas. Onde é possível instantaneamente liberar dores, tensões, e até mesmo curar profundamente problemas inconscientes com facilidade espantosa.

Quando a mente está profundamente em transe, fenômenos psíquicos estranhos podem ocorrer. Ao que tudo indica, parece que as mentes das pessoas envolvidas na Fascinação entram em contato com o mais profundo ser.

Além disso, o objetivo de fascinar uma pessoa não é cansar a vista dela, e sim excitar a sua mente inconsciente e primária (tronco encefálico), rebaixando a faculdade crítica do sujeito.

O segredo da Fascinação Hipnótica por trás do Olhar

Em primeiro lugar, a fascinação hipnótica não depende em relaxar a mente consciente como na hipnose tradicional.

Quando você olha alguém diretamente nos olhos, quase sempre você recebe um forte sentimento, em alguns casos ocorre até mudanças no batimentos cardíacos.

Como o seu sistema PARASSIMPÁTICO fica excitado, você passa a não resistir a ela e sua excitação acaba quebrando qualquer resistência consciente. Acontece quando você se apaixona por alguém.

Dessa forma, nós vivemos em uma realidade diferente. Há um elemento fisiológico importante por trás do poder da Fascinação.

Existe um ponto específico no espaço, se você concentrar neste ponto, a mente viaja. Esse ponto é chamado de “Foco Escuro”. É o ponto escuro onde os olhos se acomodam quando não há mais nada para procurar,  como por exemplo, no escuro. Ele é algo como um “Ponto Mágico” .

Após a excitação inicial, em determinadas circunstâncias, os olhos podem se “configurar”, se “alojar” e permanecem bloqueados neste ponto de descanso. Como um ponto cego do olho que não vemos nada.

Com as circunstâncias corretas quando a pessoa entra nesse ponto a mente consciente fica relaxada, enquanto a mente inconsciente está em excitação. Tudo isso pode acontecer em segundos.

O efeito Mandelbaum na Fascinação

Às vezes, esee fenômeno ocorre nos aviadores, o chamado efeito Mandelbaum. Neste caso é muito perigoso, obviamente, o aviador não quer entrar em tal estado, porém se ele não sabe como evitar, ele corre o risco de entrar voluntariamente ou involuntariamente.

Na Idade Média, os fascinadores foram capazes de jogar “Névoa” em torno de suas vítimas, E é exatamente isso que acontece com a pessoa fascinada. Praticamente o cérebro entra neste território além da realidade comum, onde perdemos a percepção da distância entre os objetos.

Como resultado, mudanças fisiológicas acontecem, os tônus da face assumem um aspecto semelhante a uma pedra (como no mito da medusa) e se torna mais fácil de se comunicar com a mente do fascinado. Nesse momento, a pessoa está fisicamente no “meio do nada”.

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Dessa forma, a mente entra em um profundo estado de transe em que o espaço fica distorcido. Se você der um comando para uma pessoa em tal estado, ela imediatamente irá executar qualquer tarefa que for pedida.

Um efeito curioso que é, se nós não paramos a pessoa fascinada, ela vai executar a ação repetidamente.

Fascinação Hipnótica em animais

Os animais têm uma acuidade sensorial maior do que o ser humano. Além disso, enquanto a maior parte do tempo, os seres humanos têm “atenção concentrada” em um ponto fixo, já os animais têm um campo mais vasto de atenção.

Eles tem um olhar aberto, e não usam apenas a parte central do olho para ver o mundo, mas também desenvolvem muito a sua visão periférica.


No livro History of Trials das Bruxas vemos que as bruxas do passado tiveram que ser levadas para a parte de trás do tribunal, pois se acreditava que caso elas olhassem diretamente para os juízes eles seriam incapazes de dizer a sentença contra elas.

Manter os olhos abertos é manter a mente em uma direção especifica. A atenção focalizada a mente sobre o que queremos realizar.

Utilizar o seu olhar concentrado para afetar a realidade de outras pessoas até o ponto onde não há mais diferença entre realidade e imaginação.

Esta é a base do mesmo conhecimento que permitiu diversos fascinadores hindus olhar nos olhos das pessoas criando novas realidades. Este mesmo conhecimento permite persuadir e convencer.

A Mente que se abre

É muito importante se concentrar, porquê isso significa ter a capacidade de controlar a mente.

Para obter os melhores resultados, o fenômeno pode ser reforçado por mãos movendo-se como se excita o campo de atenção periférica.

Esse caso, temos algo provavelmente semelhante ao que acontece no chamado “hipnose rodoviária”, quando as pessoas de condução em estradas monótonas podem entrar em estados de transe.

Na estrada existe um estímulo monótono no centro, onde os olhos são focalizados e, ao mesmo tempo, uma linha contínua se movendo na lateral, em que os olhos não são focalizados. O que acontece é que aqui também a mente entra em um estado de transe.

Isso também é muito semelhante ao que acontece quando você olha para um centro de uma espiral se movendo, no passado era utilizado para induzir a hipnose.

Os neurônios que controlam visões periféricas são ligados a uma zona do cérebro diferente em relação à zona à qual os neurônios envolvidos na visão focal estão ligados.

Portanto, quando estimulamos as duas áreas estamos estimulando processos mentais diferentes e não racionais. E, como a mente está aberta, todos estes processos fisiológicos  são reforçados através da utilização de um olhar com maior densidade de concentração.

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