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Técnicas para controlar a ansiedade

Janeiro é o mês em que muitos fazem planos para o ano. Entretanto, muitos também não conseguem lidar mesmo com os objetivos mais simples por um único fator de dificuldade que afeta não apenas jovens, mas pessoas de todas as idades. A ansiedade!

Neste artigo, iremos te mostrar maneiras para controlar a ansiedade e te ajudar a concretizar seus objetivos.

Definir pequenos objetivos de curto prazo

Definir pequenos objetivos de curto prazo te traz a sensação de que está progredindo e dando a cada dia um pequeno passo para que o objetivo maior se concretize. Pensar apenas no objetivo final traz uma sensação de que ainda falta muito caminho pela frente (principalmente no início do projeto) e assim, pode causar uma maior ansiedade.

Quando se cumpre vários pequenos objetivos, o inconsciente tende a não pensar tanto no caminho e sim no que deve fazer para concluir o próximo passo, trazendo assim a mente para o momento presente.

Comemore as pequenas vitórias!

Comemorar as pequenas vitórias libera endorfina, ou seja, a cada passo dado, caso seja comemorado, irá reforçar para seu cérebro que isto é uma coisa boa. Sempre estando a comemorar, mesmo que seja com uma taça de vinho, saindo com amigos ou o que achar melhor, irá ativar o sistema de recompensa do seu cérebro, fazendo assim com que a atividade que estiver fazendo, seja qual for, se torne mais prazerosa.

Presença para controlar ansiedade

Trabalhar o estado de presença é essencial para o controle da ansiedade. Este estado fornece uma clareza mental e emocional que normalmente não temos no dia a dia, exatamente por estarmos sempre pensando no que se passou ou no que está por vir.

Desenvolvendo a presença, começará a prestar muito mais atenção nos acontecimentos e sensações no presente momento. De bônus, sua capacidade de comunicação se tornará muito mais aguçada, prestando mais atenção em detalhes do que é dito e mostrado para você e também uma maior clareza na sua própria comunicação para com as pessoas.

Acesse também este artigo AQUI que aprofunda um pouco mais sobre o que é o estado de presença.

Respiração

Já percebeu que muitas das vezes que se sente ansioso(a), você prende a respiração? Caso ainda não tenha percebido, preste atenção nas próximas vezes. Este é um sintoma muito comum de uma pessoa que está em um estado ansioso.

É recomendado que em momentos de ansiedade, voce mantenha o foco primeiramente em sua respiração. Porque? Justamente pelo motivo de que quanto mais controlada e ritmada a respiração, maior a quantidade de oxigênio que o sangue levará ao cérebro, assim, causando alívio na ansiedade.

ansiedade

Técnica simples de respiração

Como dito no item anterior, quando estiver em estado ansioso, procure manter o ritmo na respiração. Segue aqui um pequeno exercício para realizar quando estiver se sentindo desta maneira.

– Inspire (Conte 2 segundos)

– Prenda a respiração (Conte 2 segundos)

– Expire (Conte 2 segundos)

Simples, não é? Quanto maior o número de segundos que conseguir, melhor. Comece com 2 segundos, depois aumente para 3 e continue até o momento que sentir que é seu limite. O mais importante é o ritmo.

E lembre-se: não sofra por antecipação. Criar muitas expectativas pode ser frustrante e contribui (e muito) para manifestações de ansiedade. Deixe a vida seguir o seu rumo.

Espero que com essas dicas você consiga controlar a ansiedade e por consequência concluir seus objetivos.

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Até o próximo post!

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ALÉM DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Muito se fala sobre inteligência emocional e sua importância no mundo moderno

E se além da inteligência emocional existissem outras inteligências? E se essas inteligências combinadas pudessem construir um modelo invejavel de habilidades que são valorizadas em qualquer epoca, por qualquer pessoa? Nesse artigo irei trazer cada uma delas para que você entenda que precisamos muito mais do que apenas gerir nossas emoções.

EQ = inteligência emocional
EQ = inteligência emocional

Formado no campo da psicologia e da neurologia, o cientista norte-americano Howard Gardner gerou forte impacto na área educacional com sua teoria das inteligências múltiplas no início da década de 1980. Desenvolveu interesse pelos processos de aprendizagem e pesquisou as descobertas do suíço Jean Piaget (1896-1980). Mas sua dedicação à música e às artes desde a infância, o levou a supor que as noções consagradas a respeito das aptidões intelectuais humanas eram parciais e insuficientes.

O padrão mais aceito para a avaliação de inteligência eram os testes de QI, criados no início do século 20 pelo psicólogo francês Alfred Binet (1857-1911) a pedido do ministro da Educação da França. O QI (quociente de inteligência) mede a capacidade de dominar o raciocínio (lógico-matemático), mas durante muito tempo foi tomado como sendo o padrão para aferir se as crianças correspondiam ao desempenho escolar esperado para a idade delas. 

DE ONDE MUITAS INTELIGÊNCIAS SURGEM

Binet acreditou que, como o aprendizado dos símbolos e raciocínios matemáticos envolve maior dificuldade do que o de palavras, este seria um bom parâmetro para destacar alunos mais e menos inteligentes. Piaget também destacou essa dificuldade e, por isso,  houve a grande valorização da inteligência lógico-matemática. 

Auto conhecimento ajuda no desenvolvimento da inteligência emocional
Leia Também: https://hipnosecomneurociencias.com/neurociencias-das-ondas-cerebrais/

Gardner foi influenciado pelo norte-americano Robert Sternberg, que estudou as variações dos conceitos de inteligência em diferentes culturas. 

Na elaboração de sua teoria, ele partiu da observação do trabalho dos gênios. Ficou claro que a manifestação da genialidade humana é bem mais específica que generalista, uma vez que bem poucos gênios o são em todas as áreas. 

Gardner observou mais evidências no estudo de pessoas com lesões e disfunções cerebrais, que o ajudou a formular hipóteses sobre a relação entre as habilidades individuais e determinadas regiões do órgão. 

Finalmente, Gardner usou dados do mapeamento encefálico mediante técnicas surgidas nas décadas recentes. Suas conclusões, como a maioria das que se referem ao funcionamento do cérebro, são eminentemente empíricas.

Ele concluiu, a princípio, que há sete tipos de inteligência:

1. Lógico-matemática: capacidade de realizar operações numéricas e de fazer deduções. 

2. Linguística: habilidade de aprender idiomas e de usar a fala e a escrita para atingir objetivos. 

3. Espacial: disposição para reconhecer e manipular situações que envolvam apreensões visuais. 

4. Físico-cinestésica: potencial para usar o corpo com o fim de resolver problemas ou fabricar produtos. 

5. Interpessoal: capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e consequentemente de se relacionar bem em sociedade e 5.1.Intrapessoal: inclinação para se conhecer e usar o entendimento de si mesmo para alcançar certos fins. 

6. Musical: aptidão para tocar, apreciar e compor padrões musicais.

Gardner acrescentou à lista:

7. Inteligências natural (reconhecer e classificar espécies da natureza)  

8. existencial (refletir sobre questões fundamentais da vida humana) 

Gardner sugeriu o agrupamento da inteligência interpessoal e da intrapessoal numa só 

A teoria das múltiplas inteligências parecem nos ensinar que existem talentos diferenciados para atividades específicas. O físico Albert Einstein tinha excepcional aptidão lógico-matemática, mas provavelmente não dispunha do mesmo pendor para outros tipos de habilidade. O mesmo pode ser dito da veia musical de Wolfgang Amadeus Mozart ou da inteligência físico-cinestésica de Pelé. Por outro lado, embora essas capacidades sejam independentes, raramente funcionam de forma isolada.

Além da inteligência emocional, físico-sinéstesica
Além da inteligência emocional, físico-sinéstesica

Para Gardner, cada indivíduo nasce com um vasto potencial de talentos ainda não moldado pela cultura, o que só começa a ocorrer por volta dos 5 anos. Segundo ele, a educação não leva em conta os vários potenciais de cada um. Além disso, é comum que essas aptidões sejam sufocadas pelo hábito nivelador de grande parte das escolas. Preservá-las já seria um grande serviço ao aluno. 

POR QUE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?

A inteligência emocional (IE) é um famoso conceito da Psicologia desenvolvido por Daniel Goleman em seu livro de mesmo nome, embora o conceito já tivesse sido enunciado pelos psicólogos Peter Salovey e John Mayer, os quais a definiram como a habilidade de processar as informações que as emoções nos trazem e canalizar essa informação em atitudes saudáveis.

Segundo Goleman, a IE se refere a todo um conjunto de cinco habilidades: reconhecer as suas próprias emoções; ter gerência sobre as mesmas quando necessário; aproveitar o poder impulsionador quando for o caso; reconhecer as emoções de outras pessoas; saber aplicar as habilidades anteriores em relacionamentos interpessoais.

Trabaho em equipe é sinônimo de inteligência emocional
Leia também: https://hipnosecomneurociencias.com/causas-e-efeitos-da-depressao-no-cerebro/

Uma pessoa com boa IE tende a lidar melhor com as suas emoções,  o stress, além de  perceber o humor das outras pessoas.

Há muita explicação e conceituação disponível, porém poucas sugestões de trabalhos para desenvolvê-la, como proponho nesta obra.

Para  ter mais inteligência emocional, você precisa: 

1. Criar o hábito de negociar consigo mesmo para desenvolver inteligência emocional

Mediar, de maneira justa, o seu lado racional e o lado emocional.

Infelizmente, muitas pessoas não conseguem fazer essa negociação pessoal, porque estão ocupadas se deixando levar pelos impulsos do momento.

Para isso, precisamos também de um outro tipo de habilidade…

2. Tolerar o desconforto é sinônimo de inteligência emocional

Esta é a capacidade de lidar com uma situação de raiva, frustração ou tristeza.

Apesar de  contra intuitivo, é um equívoco pensarmos que, se estamos nos sentindo mal, precisamos fazer algo para nos sentirmos bem imediatamente. Ou mesmo solucionar imediatamente alguma coisa. Nem sempre a primeira resposta que nos aparece é a melhor. Muitas vezes vamos precisar de tempo.

Muitas pessoas pensam que dominar as suas emoções significa nunca mais ficar triste. É impossível para o nosso cérebro produzir prazer e satisfação o tempo todo. 

Humanos acostumam-se com o que tem de bom e desejam mais, o que é conhecido como esteira hedônica, e isso faz parte de sermos humanos.

É um erro simplesmente evitar nossas emoções negativas. Apesar de desconfortáveis, elas fazem parte de nossa vida e constituem uma dualidade na questão existencial: Vamos ter  ou buscar emoções positivas porque temos como referência emoções negativas ou contrárias às mesmas. As emoções em geral, especialmente as negativas, servem como uma espécie de parâmetro para pensar o “todo” que constitui nossa vida . Podemos ouvir a mensagem, ou como sugere a PNL, a “ intenção positiva” que elas estão comunicando, avaliando o que podemos fazer para lidar com a questão.

POR QUE É IMPORTANTE DESENVOLVER A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?

A importancia da inteligência emocional no mundo moderno é cada vez mais evidente
A importancia da inteligência emocional no mundo moderno é cada vez mais evidente

Comparada com  o QI (quociente de inteligência), o seu QE (quociente emocional) tem um impacto menos óbvio, mas igualmente significativo na sua vida.

Habilidades sociais, empatia e estabilidade emocional  habilidades  cada vez mais exigidas para cargos de liderança, gestão e interação com pessoas,  sendo hoje um grande diferencial no mercado de trabalho. Uma pessoa com boa IE é vista pelos seus colegas e amigos como  madura e alguém com quem se deseja ter uma relação. 

Isso acontece em parte pela habilidade que esta pessoa tem de lidar com e negociar consigo,  o que possibilita um alto nível de produtividade e desenvolvimento pessoal e profissional que se destaca da maioria das outras pessoas. Quanto melhor alguém sabe se relacionar com os outros, mais os outros vão querer se relacionar com aquela pessoas, seja no contexto pessoal ou profissional.

O desenvolvimento das soft skills acabam despertando essas habilidades de lidar e negociar consigo e com a observação emocional de si e de outros. 

Já imaginou podendo desenvolver cada uma dessas habilidades, incluindo inteligência emocional? Preparamos algo pra você que pretende evoluir cada uma delas, em nosso portal de desenvolvimento humano com um expert no assunto.

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DESENVOLVIMENTO HUMANO E A INDÚSTRIA 4.0

JÁ SE IMAGINOU PODENDO CHEGAR AO CARGO QUE SEMPRE SONHOU?

Poder construir algo do zero, se tornando referência do mercado? Habilidades humanas são literalmente capazes de te guiar até o resultado desejado.

Nesse artigo vou falar como nossa indústria vem evoluindo cada vez mais rápido, e quais são as habilidades sofisticadas capazes de fazer com que você tenha sucesso em acompanhar as tendências que estão por trás da indústria 4.0.

A DIFERENÇA QUE FAZ DIFERENÇA… Indústria 4.0

Como seria se você se desenvolvesse de forma adequada e sob medida para suas necessidades pessoais e profissionais, destacando-se de seus concorrentes pelo uso de habilidade essenciais de grande importância fortemente valorizadas e esperadas por gestores, organizações e pela vida nos tempos atuais?

E se você pudesse aprender passo a passo como fazer isso, ou ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo ganhando por essa consultoria?

O GRANDE DESAFIO

Vivemos atualmente na Era da Informação conhecida como Era Digital ou Era Tecnológica, sendo também conhecida como Terceira Revolução Industrial.

Ela teve seu início entre a metade e o fim do século XX, mais especificamente, entre as décadas de 1950 e 1970 com a criação e a popularização de itens como microprocessadores, fibra ótica e computadores pessoais.

O mercado se modifica deixando de privilegiar a indústria tradicional e passando a valorizar a informação e a tecnologia em maior escala, o que constituiu uma nova forma de habitar e transformar o espaço geográfico no qual vivemos, evoluindo até a indústria 4.0. 


O período anterior à Era da Informação foi a Era Industrial. Ela é marcada especialmente pela primeira e segunda revolução industrial. Duas revoluções já foram vividas na Era Digital.

Group of people working out business plan in an office

A PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

A transição do sistema feudal para o capitalismo é o grande marco da Primeira Revolução Industrial que acontece por volta de 1800, sendo a Inglaterra o país pioneiro com a instalação de fábricas, e o desenvolvimento de máquinas para realizar trabalhos até então manuais e artesanais.

A instauração de trabalho assalariado e a divisão da sociedade entre assalariados e detentores dos meios de produção se inicia nesse período. 

A SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

A Segunda Revolução Industrial se iniciou em 1850 e perdurou aproximadamente até o fim da II Guerra Mundial, em 1945.

A principal característica do período é a distribuição do modelo industrializado inglês a outros países do mundo. 

Enquanto no passado a energia a vapor e o carvão eram a força motriz industrial da Primeira Revolução, agora o petróleo e a eletricidade passam a impulsionar as fábricas, permitindo o surgimento de outros modelos de organização da produção industrial.

A TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

A Terceira Revolução Industrial ou PRIMEIRA REVOLUÇÃO DIGITAL é o período no qual vivemos, com início entre os anos 50 e 70, com o domínio de indústrias e áreas do conhecimento como a robótica, a genética e a informática, além da criação da Internet, que surgiu durante a Guerra Fria. 

A tecnologia de ponta, a instalação de empresas multinacionais e a consolidação do capitalismo financeiro são algumas das principais características dessa fase. 

A INDÚSTRIA 4.0

Klaus Schwab, diretor e fundador do Fórum Econômico Mundial e autor do livro “A Quarta Revolução Industrial” — já começam a sinalizar a possibilidade de estarmos vivendo uma nova transição. 

A popularização da Internet afetou drasticamente a forma como nos relacionamos e como consumimos.

Várias tendências do mundo digital sugerem que novas transformações estão por vir como a Internet das coisas, a inteligência artificial e a “machine learning’’ (aprendizagem de máquinas).

Leia também: https://hipnosecomneurociencias.com/as-inteligencias-multiplas/

A ERA DA INFORMAÇÃO

A Era da Informação modificou bastante as relações sociais e a forma de consumo.

Uma das características é a possibilidade de armazenamento de grandes volumes de informação e a adoção de uma cultura ‘’data driven’’ (orientada por dados). 


Novas tecnologias passam a fazer parte das organizações e precisam ser incorporadas a diferentes setores, tanto para automatizar quanto para otimizar algum processo, ou mesmo para melhorar o atendimento e o relacionamento com o público.

Nesse cenário, consumidores têm novos comportamentos e expectativas cada vez mais altas sobre produtos e serviços, e o Marketing de negócios de diferentes nichos precisa estar de acordo.

 
Thomas Friedman, colunista do The New York Times, defende que há três acelerações que explicam o mundo hoje: das mudanças climáticas, do mercado e da Lei de Moore – que dita que a capacidade dos computadores dobra a cada dois anos.

“Essas três acelerações estão interagindo e mudando o mundo em cinco áreas: política, geopolítica, mercado de trabalho, ética e comunidade”, afirma.

Mais adiante ele continua:  “a velocidade de avanço das tecnologias superou a capacidade humana”. 

Segundo ele, a habilidade humana cresceu gradualmente ao longo da história, enquanto a tecnologia pouco evoluiu até o século XX.

A partir desse ponto, o avanço tecnológico começa a acelerar: “estamos em um momento em que tecnologia está evoluindo mais rápido do que a capacidade humana”.


O valor e volume atribuído às informações dobram cada vez mais em menor tempo. As mesmas 24 horas não bastam para fazermos o que já estava no limite.         

Leia Também: https://hipnosecomneurociencias.com/a-neurociencia-por-tras-da-realidade-virtual/

O NOVO MUNDO

O mundo torna-se um local cada vez mais complexo e diverso e a certeza da incerteza e a constância das mudanças começaram a exigir que pessoas, especialmente no ambiente de trabalho, habilidades-chaves mandatórias no relacionamento com outras pessoas e na execução de suas atividades e tarefas.

O desafio é que tais habilidades, não estão disponíveis para serem aprendidas no ensino tradicional.

Atualmente essas habilidades são chamadas “SOFT SKILLS”, e já são levadas em consideração em larga escala por empresas quando pensam em contratar ou demitir pessoas, especialmente pessoas ocupando cargos e funções estratégicos.

Quanto mais modernas e desenvolvidas as organizações forem se tornando, mais os profissionais precisarão dessas competências não-técnicas, porém bastante estratégicas.  

Hard skills são habilidades técnicas ensinadas nos cursos de formação, graduação e preparatórios.

São facilmente mensuráveis e seguem padrões específicos, como habilidades de um profissional, fluência em um idioma ou domínio de uma ferramenta.

Existem processos conhecidos, objetivos e confiáveis para avaliar tais habilidades. 

Soft skills são as competências que se relacionam com a personalidade e o comportamento do profissional, envolvem aptidões mentais, emocionais e sociais.

São habilidades particulares, pois nascem de acordo com as experiências, cultura, criação e educação de cada pessoa, contextos específicos, entre outros fatores, que são fundamentais na indústria 4.0.  

Como as soft skills também estão relacionadas à sua forma de se relacionar e interagir com as pessoas, os padrões através dos quais elas estão configuradas afetam os relacionamentos no ambiente corporativo e por consequência, a produtividade da equipe. 

Além de serem difíceis de avaliar,não são adquiridas com a capacitação técnica tradicional das escolas, universidades e cursos técnicos.


Além disso, soft skills são mais desafiadoras de serem definidas, identificadas e trabalhadas nas pessoas, pois não tem a objetividade e a métrica adotadas para as hard skills.

AS HABILIDADES DA NOVA INDÚSTRIA 4.0

Habilidades como influência, liderança, resiliência, coordenação motivacional, empatia, colaboração e comunicação são todas competências baseadas na inteligência emocional e nas inteligências múltiplas, elas distinguem os profissionais incríveis da média.

Estas também são habilidades fundamentais para um líder facilitador, alguém cada vez mais buscado no mercado, seja por sua capacidade de criar espaços de debate e reflexão de qualidade, ou por capacidade de produzir soluções de efeito coletivo e inovador.

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Hipnoterapia Mas afinal, o que é hipnoterapia?

Hipnoterapia é uma prática muito eficiente para mudar crenças ou comportamentos e produz resultados bem imediatos. Essa prática funciona combinando hipnose e terapia com objetivos orientados e específicos, com foco no uso de recursos da mente subconsciente ou inconsciente. Alguns pacientes podem preferir ou responder melhor a outros tipos de terapia.

Hipnoterapia não é uma panaceia que cure todos os males e problemas da humanidade como muitos insistem em vender! Quando em transe, o corpo da pessoa não sabe a diferença entre o que é imaginado e o que é real. As respostas corporais são as mesmas. No entanto, no nível mental, o paciente sabe que está imaginando apesar de responder fisicamente como se tivesse acontecendo. Isso faz da hipnoterapia um excelente recurso para mudanças poderosas. Hipnoterapia: Uma Reavaliação As informações abaixo têm como base o artigo “Hipnoterapia: uma reavaliação”, por Alfred A. Barrios, que consiste numa compilação das principais informações sobre a hipnoterapia .

 • Ao longo dos anos, houve surtos periódicos de grande interesse em hipnose. Muitos fenômenos extraordinários têm sido atribuídos aos seus efeitos e grandes reivindicações feitas quanto à sua eficácia na terapia. No entanto, apesar de tais afirmações, ainda parecem ser relativamente poucos os tera Fonte: site http://michelmansur.com.br/atendimentos/hipnoterapia 114 terapeutas usando a hipnose como uma ferramenta importante. Por quê?

Será que é porque as críticas geralmente dirigidas à hipnose são verdadeiras? Que é superestimada, na verdade limitada a uma pequena gama de problemas, incapaz de produzir mudanças duradouras? Será que a remoção dos sintomas pela hipnose leva a novos sintomas? É perigosa? Não, existem demasiadas evidências clínicas contradizendo estas declarações. Tal evidência não pode mais ser ignorada.

 • Percebe-se que a razão principal por trás da rejeição da hipnose tem sido o fato de ser uma desconhecida para praticamente a maioria das pessoas. Parece ser de natureza humana evitar ou rejeitar qualquer coisa que não pareça se encaixar, ou ser explicada racionalmente, especialmente quando esta parece ser algo potencialmente poderosa.

 • Houve 1.018 artigos relacionados à hipnose nos últimos três anos (1966 a 1968), aproximadamente quarenta por cento destes relativos ao seu uso em terapia.

 • No mesmo período encontramos 899 artigos sobre terapia psicanalítica e 355 em terapia comportamental

. • Ao contrário da opinião popular de que a hipnose somente é eficaz em certos casos específicos de remoção de sintomas, uma vasta gama de categorias de diagnósticos foi tratada com sucesso através da hipnoterapia. Isso inclui reação de ansiedade, neurose obsessivo-compulsiva, reações histéricas e desordens sociopáticas (HUSSAIN, 1964), bem como epilepsia (STEIN, 1963), alcoolismo (CHONG TONG MUN,1966), frigidez (RICHARDSON,1963), gagueira e homossexualidade (ALEXANDER,1965), várias desordens psicossomáticas, incluindo asma, abortos espontâneos, dismenorreia, rinite alérgica, úlceras, dermatite, infertilidade e hipertensão (CHONG TONG MUN, 1964, 1966). Também, nos últimos anos, um número crescente de relatos indica que as psicoses são bem tratáveis com a hipnotera- 115 pia (ABRAMS, 1963, 1964; BIDDLE, 1967).

 • Três estudos em larga escala nos últimos cinco anos contêm resultados básicos.

• O estudo de Richardson (1963) lidou com setenta e seis casos de frigidez. Ele relata que 94,7% das pacientes melhoraram. O número médio de sessões necessárias foi 1,53. O critério para julgamento de melhora foi o aumento na porcentagem de orgasmos. A porcentagem de orgasmos subiu de uma média pré-tratamento de 24% para a média pós-tratamento de 84%. Acompanhamentos (período exato não relatado) demonstraram que somente duas pacientes foram incapazes de continuar a alcançar o clímax na mesma porcentagem apresentada quando o tratamento terminou. O método de tratamento de Richardson foi uma combinação de remoção direta de sintomas, exposição e remoção de causas encobertas, pois ele descobriu que somente a remoção direta de sintomas nem sempre era suficiente. Ele não relata fracassos de indução hipnótica.

 • O estudo de Chong Tong Mun (1964; 1966) abrangeu 108 pacientes que sofriam de asma, insônia, alcoolismo, dismenorreia, dermatite, estado de ansiedade e impotência. A porcentagem de pacientes que foram relatados como tendo melhora foi de 90%. O número médio de sessões foi cinco. O critério para julgamento de melhora foi a remoção ou a melhora dos sintomas. O período médio de acompanhamento foi de nove meses. O método de tratamento de Chong Tong Mun foi uma abordagem tripla. Com alguns pacientes ele trabalhou na reeducação do paciente em relação aos padrões de comportamento imediatamente subjacentes aos sintomas. Com outros ele primeiro retrocedeu o paciente de volta ao princípio original do sintoma. Após retroceder, ele reeducou o paciente para o fato de que a causa original não mais estava operante. Além disso, ele geralmente usava sugestões adicionais de remoção direta de sintomas. 

 • O estudo de Hussain (1964) relata 105 pacientes que sofriam de alcoolismo, promiscuidade sexual, impotência e frigidez, transtornos sociopáticos da personalidade, reações histéricas, transtornos de comportamento, transtornos de crianças em idade escolar, transtornos da fala e outras doenças psicossomáticas diferentes. A porcentagem de pacientes reportados como tendo melhorado foi de 95,2%. 

O número de sessões necessárias varia entre quatro e dezesseis. O critério para julgamento de melhora foi a completa ou quase completa remoção de sintomas. Em acompanhamentos que variaram de seis meses a dois anos, nenhum caso de recaída ou substituição de sintomas foi notado.

 • O uso principal da hipnose não é um meio de remoção direta de sintomas. Nem é o seu uso principal um método de descobrimento. A tendência atual é usar a hipnose para remover atitudes negativas, medos, padrões de comportamento que não se adaptam e auto imagens negativas subjacentes aos sintomas. O descobrimento de causas e remoção direta de sintomas ainda é usado até certo ponto, mas geralmente em conjunto com esta nova função principal.

 • A hipnoterapia psiquiátrica, tal como praticada hoje em dia pelos mais destacados médicos da área, têm em comum com todas as outras formas de tratamento psiquiátrico moderno o fato de se preocupar não somente com os sintomas apresentados, mas principalmente com o impasse dinâmico no qual o paciente se encontra e com sua estrutura de caráter (ALEXANDER, 1965).

 • A objeção de que os resultados da remoção de sintomas raramente será permanente certamente não é válida. Isso pode ter sido assim no passado, quando apenas a remoção era praticada e nada era feito para fortalecer a habilidade do paciente de lidar com sua dificuldade ou de encorajá-lo a ficar “de pé por si só” (HARTLAND, 1965). 117 • Muitos terapeutas rejeitaram a hipnose porque sua abordagem direta do sintoma no passado chocou-se violentamente com a abordagem dinâmica deles. Agora vemos que tal conflito não mais precisa existir.

 • Alguns hipnoterapeutas usam, em parte, uma abordagem histórica, regredindo até a infância do paciente e mudando suas atitudes em relação às causas destes padrões (FROMM, 1965; ABRAMS, 1963; CHONG TONG MUN, 1964; 1966). No entanto, em sua maior parte, a hipnoterapia é não histórica e, aparentemente, mais rápida. Se quiséssemos mudar a direção de um rio, seria muito mais fácil trabalhar sobre a corrente principal diretamente (uma vez localizada) do que subir rio acima, localizando todos os afluentes e apontando cada um em uma nova direção.

 • No passado, certos perigos foram atribuídos à hipnose, por exemplo: o perigo de uma crise psicótica, ou a substituição de sintomas mais prejudiciais. De acordo com vários pesquisadores (KROGER, 1963; ABRAMS, 1964), esses perigos foram excessivamente exagerados. Entretanto, quaisquer perigos que havia, foram virtualmente eliminados por esta nova abordagem. Os poucos acidentes que ocorreram no passado resultaram (1) do uso inapropriado da hipnose como um agente de revelação, ou (2) seu uso inapropriado como forma de remoção direta de sintomas. O primeiro tipo de uso inapropriado foi produzido por terapeutas que permitiam, ou forçam, que o paciente se tornasse consciente de informações reprimidas sem ser forte o suficiente para enfrentar. O segundo tipo de uso inapropriado ocorreu quando os terapeutas arrancavam um sintoma que o paciente usava como muleta, antes deste estar suficientemente forte para andar por si só.

 • Freud abandonou a hipnose por causa do “pequeno número de pessoas que podiam ser colocadas num estado profundo de hipnose”, naquela época, e porque na abordagem catártica, os 118 sintomas desapareciam primeiro, mas reaparecem mais tarde se a relação paciente-terapeuta fosse perturbada (FREUD, 1955, p. 237). Nos estudos acima, os únicos fracassos em indução hipnótica foram relatados por Chong Tong Mun (oito (8) fracassos em 108 pacientes). Isto pode significar uma entre duas coisas: os procedimentos de indução hipnótica melhoraram desde a época de Freud, ou que a abordagem de recondicionamento usada nestes estudos (em contraste com a abordagem catártica de Freud) não requer níveis muito profundos de hipnose. Existem evidências de que ambos os fatores podem estar envolvidos.

• Embora muitos tivessem pensado que a suscetibilidade hipnótica era um conjunto de traços de personalidade, existem vários estudos que agora parecem indicar que este não é o caso e que a responsividade pode ser aumentada por certas mudanças no procedimento de indução hipnótica (PASCAL; SALZBERG, 1959; SACHS; ANDERSON, 1967; BAYKUSHEV, 1969), bem como através de uma conversa introdutória (pré-talk) voltada a assegurar uma atitude positiva, uma expectativa apropriada e uma alta motivação em relação à hipnose (DORCUS, 1963; BARBER, 1969; BARRIOS, 1969).

 • Em relação à profundidade de hipnose necessária para a abordagem de recondicionamento funcionar, existem vários terapeutas que sentem que somente um estado leve de hipnose é necessário (VAN PELT, 1958; KLINE, 1958; KROGER, 1963). Um estudo por Barrios (1969) dá a esse argumento algum suporte: foi verificado que um aumento na condição da resposta salivar podia ser produzido quase tão eficazmente por níveis mais leves de hipnose quanto por níveis mais profundos.

 • A última afirmação nos faz indagar se a indução hipnótica é de algum modo necessária para que a abordagem de recondicionamento funcione. A julgar pelo trabalho de Wolpe (1958), parece que a hipnose não é um requisito absolutamente ne- 119 cessário. Esta ideia também seria apoiada pelo trabalho de Barber (1961, 1965), que descobriu que fenômenos hipnóticos podem ser produzidos sem uma prévia indução hipnótica. No entanto, a verdadeira questão a ser respondida não é se a indução hipnótica é absolutamente necessária, mas se ela pode, além disto, simplificar o processo de condicionamento. O próprio Wolpe concorda que a hipnose aparentemente simplifica o condicionamento: “Os pacientes que não podem relaxar não vão avançar com este método. Aqueles que podem ou não serem hipnotizados, mas que podem relaxar, vão fazer progressos, embora, aparentemente, mais lentamente do que quando a hipnose é usada” (WOLPE, 1958, p. 141, grifo do autor).

 • Tal como observado na teoria (BARRIOS, 1969), a sugestão hipnótica e em estado de alerta estão no mesmo espectro e a indução hipnótica deveria ser considerada como um procedimento através do qual podemos aumentar a probabilidade de obtermos uma resposta mais positiva à sugestão. A próxima questão a ser decidida agora não é se os procedimentos de indução hipnótica aumentam a responsividade (isto é muito bem aceito – por exemplo, BARBER, 1969), mas quais variáveis na indução hipnótica estão agindo como fatores chaves e o que pode ser feito para fortalecer a eficácia destes fatores.

• Na comparação de Wolpe das abordagens da psicanálise e de sua própria (WOLPE; SALTER; REYNA, 1964), verificamos o seguinte: baseado em todos os pacientes psiconeuróticos analisados, o número de pacientes curados ou que tiveram grande melhora através da psicanálise foi de: 45% em um estudo envolvendo 534 pacientes e 31% em outro estudo envolvendo 595 pacientes (os únicos dois estudos em larga escala na literatura sobre psicanálise). A duração média de tratamento para os pacientes com melhora (informada somente no primeiro estudo) foi de três a quatro anos com uma média de três a quatro sessões por semana, ou uma média de aproximadamente 600 sessões por paciente.

Na abordagem de Wolpe, verificamos, com 120 base em todos os pacientes analisados, que a taxa de recuperação foi de 65% em seu próprio estudo envolvendo 295 pacientes (geralmente relatados como 90% de 210 pacientes) e 78% num estudo de Lazarus envolvendo 408 pacientes. A duração do tratamento para os pacientes com melhora foi na média de trinta sessões no primeiro estudo e quatorze no Segundo.

• Calculando as estatísticas acima, concluímos que a hipnose ainda é encarada como uma prática “desconhecida” pela maioria dos terapeutas. Estes ainda não estão cientes de qualquer explicação racional para os fenômenos hipnóticos que os satisfizesse, uma explicação que colocasse esses fenômenos ao nível de fatos e leis observáveis. Enquanto a hipnose continuar a emitir um cheiro de misticismo e charlatanismo, ela continuará a ser rejeitada por muitos, não importando quão grandes sejam as reivindicações em seu nome.

• O terapeuta experiente realmente não deveria se surpreender com a eficácia da hipnose em simplificar a terapia. A indução hipnótica pode ser vista como uma técnica para estabelecer um rapport (entenda-se “empatia”) bem intenso, para estabelecer maior segurança, maior crença no terapeuta, pelo qual suas palavras serão muito mais eficazes. Para a teoria Wolpiana (também conhecida por “comportamental”), podemos esperar uma incidência de melhora de 72%, após uma média de 22 sessões e com a hipnoterapia podemos esperar uma incidência de melhora de 93%, após uma média de seis sessões.

• É interessante notar a correlação negativa entre o número de sessões e a porcentagem de incidência de melhora. À primeira vista isso parece paradoxal. No entanto, se uma forma de terapia é verdadeiramente eficaz, esta não apenas deveria aumentar a incidência de melhora, mas também encurtar o número de sessões necessárias (bem como ampliar a gama de casos tratáveis).

• Apesar de todos os relatórios encorajadores, continua a ser considerável a hesitação por parte dos psicoterapeutas para usarem a hipnose.

• Assim como Sundberg e Tyler (1962) observaram, uma das características comuns entre todos os métodos de psicoterapia é a tentativa de criar um forte relacionamento pessoal que possa ser usado como um veículo de mudança construtiva… É um fato significativo que muitos escritores teóricos, à medida que suas experiências aumentam, vêm a dar muito mais ênfase nesta variável (Sundberg e Tyler, 1962, p. 293-294).

• A questão que permanece, no entanto, é esta: qual é exatamente o processo pelo qual “meras palavras” podem produzir enormes mudanças na personalidade?

• Tal como observa a teoria da hipnose de Barrios (1969), a capacidade das palavras produzirem mudanças não é realmente tão difícil de compreender se estivermos familiarizados com os princípios do condicionamento de ordem superior. Primeiramente, sabemos que palavras podem agir como estímulos condicionados. Pavlov reconheceu este fato: Para o ser humano, obviamente a fala fornece estímulos condicionados que são tão reais como qualquer outro estímulo. A fala, levando-se em conta toda a vida precedente do adulto, está ligada com todos os estímulos internos e externos que podem alcançar o córtex, sinalizando todos eles e substituindo todos eles, podendo, portanto, trazer à tona todas aquelas reações do organismo que normalmente são determinadas pelos próprios estímulos reais (PAVLOV, 1960, p. 407).

• Hoje em dia, de acordo com os princípios do condicionamento de ordem superior, sabemos que ao unirmos a palavra 122 B com a palavra A transferiríamos a resposta produzida pela palavra B para a palavra A e consequentemente qualquer coisa que evocar a palavra A. Dessa maneira, por exemplo, se quisermos condicionar uma pessoa para ficar mais relaxada na presença das pessoas, uniremos as palavras “pessoas” (A) e “relaxada” (B), usando uma sentença ou sugestão tal como: “De agora em diante você se sentirá mais relaxada na presença das pessoas”. As formulações teóricas de Mowrer sobre as frases como um mecanismo condicionador (MOWRER, 1960) tendem a sustentar esta alegação. Naturalmente, sabemos que sob circunstâncias normais as sugestões não são sempre aceitas (e, portanto, o condicionamento nem sempre acontece quando uma sugestão apropriada é dada). Por que isso acontece?

• Osgood (1963) acredita que uma sugestão tenderá a ser rejeitada se for incongruente com as crenças e atitudes prévias do indivíduo ou suas percepções atuais. Parece então que se houvesse meios de eliminar estas últimas, seríamos capazes de ter uma sugestão mais prontamente aceitável, simplificando então o condicionamento de ordem superior. A hipnose é um destes meios.

• Assim, chegamos à razão da hipnose ser tão eficaz na simplificação da terapia: as percepções, crenças e atitudes dissonantes se abstêm de interferir com a sugestão (e assim com o condicionamento). Como disse Pavlov: O comando do hipnotizador, em correspondência com a lei geral, concentra a excitação no indivíduo (que está numa condição de inibição parcial) em alguma região clara e distintamente estreita, ao mesmo tempo intensificando (por indução negativa) a inibição do resto do córtex e dessa maneira abolindo todos os efeitos conflitantes dos estímulos contemporâneos (percepções atuais) e sinais deixados por aqueles anteriormente recebidos (crenças e atitudes prévias). Isto explica a grande e insuperável influência das sugestões como um es- 123 tímulo durante a hipnose, bem como logo após esta” (Pavlov, 1960, p 407).

• Como exemplo, vamos considerar que queremos mudar a autoimagem de um paciente daquela de uma pessoa incompetente para uma mais autoconfiante. Se sob circunstâncias comuns sugeríssemos que ele não mais se sentisse incompetente, isto muito provavelmente teria pouco êxito. Isto ocorre por que a autoimagem negativa do paciente, geralmente sempre presente e inteiramente dominante, rapidamente suprime qualquer imagem positiva sugerida, ou pelo menos evitaria que esta fosse muito vívida ou real. Mas no estado hipnótico super sugestivo as condições são diferentes. A autoimagem negativa do paciente é mais facilmente inibida e, portanto, deve ser menos propensa a interferir quando evocamos a autoimagem positiva através da sugestão. Como resultado, o condicionamento pode acontecer e novas associações podem ser feitas.

A pessoa pode autenticamente imaginar-se se sentindo autoconfiante em várias situações e estas novas associações condicionadas, por sua vez, podem resultar em um novo comportamento. Esta nova atitude pode agora tornar-se permanente, por meio de auto reforço, assim como sua velha atitude negativa tinha sido mantida estável pelo autor reforço. Enquanto o paciente tem atitudes negativas, estas são auto reforçadas. Elas fazem com que ele se sinta tenso, aja inoportunamente e cometa muitos erros. Além disso, ele provavelmente não acreditaria em qualquer elogio ou qualquer ocorrência positiva, caso aconteçam. Mas se esta auto imagem negativa tiver sido substituída por uma positiva, o ciclo oposto pode resultar. Ao ser mais confiante e descontraído, ele naturalmente tenderá a ser mais aceito. Além disso, ele estará agora mais aberto a acreditar e aceitar os elogios e resultados positivos.

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Fonte: A Hipnose sem Segredos – André Percia, Ca 11, pg 113

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O que você sabe sobre seu cérebro?

O que você sabe sobre o Cérebro Humano?

Podendo ter mais de 100 bilhões de neurônios e 100 trilhões de conexões, o cérebro é um objeto vertiginosamente complexo. O cérebro controla todos os aspectos das nossas vidas. Ao longo da evolução humana dobrou de tamanho. Pesa menos de um quilo e meio, mas consome 20% da energia que nosso corpo produz.

Podemos dividir o cérebro humano em 3 sistemas distintos, sendo eles:

*Tronco encefálico, que compartilhamos com répteis e outros animais. Responsável por nos manter vivos, controla nossos batimentos cardíacos, a respiração, a digestão e a pressão sanguínea. Coisas que fazemos automaticamente.

*sistema límbico, que processa nossas emoções. Dentro do sistema límbico estão as amígdalas, que são parecidas com amêndoas. A amígdala é uma estrutura cerebral altamente implicada na manifestação de reações emocionais e na aprendizagem de conteúdo emocionalmente relevante. Esta estrutura apresenta um relativo dimorfismo sexual e está relacionada com a manifestação de comportamentos sociais. Há crescentes evidências apoiando a função da amígdala como uma das regiões cerebrais mais importantes para a ocorrência do comportamento agressivo em humano.

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Temos uma em cada lado do cérebro embora muito pequenas, são os centro de comandos que transmitem nossas reações emocionais ao cérebro. Dentre essas uma das mais simples e fortes é o medo. Uma emoção primitiva que todos sentimos! Diante do medo é a amígdalas que reage diante de nossos sentidos e ativa instantaneamente o botão do pânico. Amígdalas é uma das regiões mais inter-conectada ao nosso cérebro. Ela envia sinais, para algumas partes do tronco encefálico. Causando reações no organismo. Nos suamos, nosso coração dispara, podemos ficar sem reação, ou então sair correndo. Com a evolução humana, o neo córtex também passou a processar o medo.

*Neo córtex, é a camada externa, fina e enrugada do cérebro dividida em quatro lobos. O lobo frontal, compreende acima dos olhos. O lobo frontal é a região onde os pensamentos conscientes, lógicos e racionais são processados. Onde resolvemos problemas. São os condutores do cérebro, sendo capazes de sincronizar todas às atividades. Cientistas, fizeram um grande avanço nas pesquisas sobre o medo quando descobriram, que as informações dos nossos sentidos chegavam às amígdalas com o dobro de velocidade, que demoravam para chegar até os lobos frontais.

A diferença das velocidades dos sinais significa que sabemos reagir instintivamente à uma ameaça, caso contrario ficaríamos congelados pelo medo esperando os lobos frontais decidirem a reação correta! Esses sinais automáticos da amígdala, podem ser controlados de cima para baixo. Em condições normais o cérebro se comunica com o corpo, através de minúsculos impulsos elétricos.

A velocidade média de propagação dos impulsos nervosos é de cerca de 100 m/s (360km/h) que é um terço da velocidade do som. Alguns afirmam que as ocorrências fisiológicas do cérebro que caracterizam o pensamento são uma resposta orgânica a um fato que se dá em um contexto supranatural.

Se você ficou surpreso, vale lembrar que temos outro cérebro ainda mais primitivo. O cérebro entérico.

Gostaria de entender mais sobre o assunto e sobre as gerações da PNL? André Percia liberou o primeiro módulo do seu treinamento Practitioner em PNL

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Referências Bibliográficas:

Princípio de Neurociências

100 bilhões de Neurônios

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Neurônios Espelho e Empatia

Neurônios Espelho e Empatia

 

Por que sorrimos quando vemos alguém sorrir? Ou por que ficamos com olhos marejados quando a protagonista de um filme chora?

Já reparou que nos retesamos quando vemos alguém com dor ou sentimos uma vontade incontrolável de bocejar quando alguém boceja? Afinal, o que nos leva a agir de acordo com o que as outras pessoas fazem?

A Origem da Fala

A origem da fala e da linguagem é indiscutivelmente a transição mais importante na evolução dos humanos modernos… com base na análise das mudanças genético-evolutivas e neurológicas que foram concomitantes às origens do ser humano moderno.

Essa estrutura está fundamentada no sistema de neurônios espelho, dos humanos e primatas relacionados, que proporciona um substrato neural bem caracterizado (isto é, o mesmo conjunto de neurônios pré-motores que dispara quando alguém observa ou escuta o movimento ou som feito pelo outro indivíduo, também dispara quando o próprio indivíduo faz um movimento ou emite um som) por uma aparente transição evolutiva na linhagem humana de gestos, para gestos com articulações até articulações que são livres de gestos.

A Evolução Molecular

Evidências obtidas por meio de ressonância magnética funcional, estudos de expressão do gene, associações fenótipo-genótipo e a evolução molecular de FOXP2 implicam este gene na evolução adaptativa dos sistemas de neurônios espelho nos humanos e, na origem da fala articulada.

Isso chama a atenção para o fato de que a hipótese evolutiva de Cresp oferece um contexto seletivo de novidade para uma transição chave na origem dos humanos modernos. Coloca o conflito em nível genômico como uma fonte de Darwinismo neural (Edelman, 1987, 1992).

Esta literatura científica sobre atividade em nível genômico em neurônios espelho, acrescenta mais suporte científico para o nosso modelo de expressão gênica e plasticidade cerebral em psicoterapia, hipnose terapêutica e reabilitação apresentado aqui.

É também, uma lembrança de que os conflitos humanos são aspectos inerentes ao estágio dois do processo criativo.

Estudemos a figura cuidadosamente para apreciar as profundas implicações de nossa integração da natureza dependente de atividade dos neurônios espelho, na geração da expressão gênica dependente de atividade e plasticidade cerebral durante as fases numinosas de consciência criativa, experiência psicossocial e cura.

Observe em particular, o pequeno símbolo delta (triângulo) indicando como qualquer mudança nestes quatro níveis maiores da mente-corpo pode ser descrita mediante transformações matemáticas no nível seguinte, em uma espiral infinita de desenvolvimentos intermináveis, na consciência e experiência humana. No jargão dos matemáticos estas transformações são chamadas de “equações diferenciais”.

Ainda que não pensemos realizar o desenvolvimento matemático aqui, é importante compreender o valor destas transformações matemáticas porque levam a uma resolução prática da chamada “dicotomia entre a mente e o corpo” tornada famosa pelo filósofo René Descartes (1596-1650).

Propomos que essas transformações matemáticas são, em última instância, as descrições mais econômicas de como os enfoques terapêuticos psicossociais delineados neste pequeno artigo, na melhor das circunstâncias, podem facilitar nossos modelos naturais de consciência, comunicação e cura entre a mente e o gene.

Para a Física

O brilhante físico Frank Wilczek (2008) que ganhou um Prêmio Nobel pela pesquisa realizada quando tinha 21 anos, nos ajuda a compreender tais transformações matemáticas como a melhor maneira de compreensão final da realidade.

Nas citações seguintes será útil recordar que o aspecto dependente de atividade da mente que ativa a expressão do gene dependente-de-atividade e plasticidade cerebral é uma atividade, uma “energia” que estende uma ponte sobre a chamada “brecha” Cartesiana entre a informação da mente e a massa do corpo.


“O conceito de energia é muito mais central na física moderna, do que o conceito de massa. Isto se mostra de muitas maneiras. É a energia não a massa que é verdadeiramente conservada.

É a energia que aparece em nossas equações tradicionais, tais como, a equação de Boltzsman para a mecânica estatística, a equação de Schrödinger para a mecânica quântica e a equação de Einstein para a gravidade.

Em Estado Hipnótico

Propomos que nosso reconhecimento universal do valor da regra de ouro se faz possível pela atividade empática e ideodinâmica de nosso sistema de neurônios espelho.

A teoria da ação ideodinâmica da hipnose terapêutica foi descrita como uma ideia ativadora de psicodinâmica em todos os níveis desde a mente até a expressão do gene e plasticidade cerebral.

Os valores da regra de ouro podem ser facilitados com aproximações terapêuticas ideodinâmicas tais como “O Processo Criativo de Quatro Estágios com Reflexo de Mãos”.

Essas aproximações terapêuticas são operativas em muitos níveis autorreferenciais, tanto no cliente quanto no terapeuta, assim como entre eles.

No sentido mais profundo a psicoterapia não é simplesmente um processo no qual o terapeuta ensina, dirige ou sugere coisas ao cliente.

Na melhor das circunstâncias, os sistemas de neurônios espelho de ambos, terapeuta e cliente, estão simultaneamente ativos em sincronia empática um com o outro. Essa é a regra de ouro da psicoterapia: O que os terapeutas dizem aos seus clientes, também o estão dizendo a si mesmos.

Insights criativos, cura e resolução do problema, através de experiências novas de expressão do gene e plasticidade cerebral, são mediados por processos mútuos de desenvolvimento e autocura internos, dentro e entre os sistemas de neurônios espelho do cliente e do terapeuta.

Referencias Bibliográficas:

Iacoboni, M (2007). Face to face: The Neural Basis of Social Mirroring and Empathy: Psychiatric Annals, 37(4), 236-241.

Ji, D & Wilson, M (2007). Coordinated Memory Replay in the Visual Cortex and Hippocampus During Sleep. Nature Neuroscience, 10, 100-107.

Rossi, E (2005). The Memory Trace Reactivation and Reconstruction Theory of Therapeutic Hypnosis: The Creative Replaying of Gene Expression and Brain Plasticity in Stroke Rehabilitation. Hypnos, 32, 5-16

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Neurociências por Trás da Linguagem

Pierre Paul Broca, um neurologista francês, foi o pioneiro a identificar áreas específicas do encéfalo relacionadas a linguagem. Broca foi influenciado pelo esforços de Gall (Franz Joseph Gall, neuro anatomista e criador da Frenologia, iniciou as tentativas de integrar conceitos biológicos e psicológicos do estudo do comportamento por volta de 1800) em mapear as funções superiores no encéfalo; contudo, em vez de relacionar comportamento com colombos no crânio, ele correlacionou evidências clínicas de afasias com lesões encefálicas descobertas após a morte. Em 1861 ele escreveu. “Eu acreditava que se houvesse uma ciências frenológica, seria frenologia das circunvoluções (no córtex), e não as frenologias dos colombos(na cabeça)”. Com base nessa percepção, Broca fundou a neuropsicologia, uma ciência dos processos mentais que ele diferencia da Frenologia de Gall.

A linguagem é unicamente humana e é possivelmente a maior habilidade conquistada pelos seres humanos. Apesar de sua complexidade, todas as crianças em desenvolvimento típico a dominam em torno dos 3 anos de idade. O que causa o fenômeno de desenvolvimento universal e por que as crianças são muito melhores que os adultos para adquirir uma linguagem?

Segundo estudos comportamentais e cerebrais acerca da aquisição da linguagem mostram que bebês aprendem a linguagem de maneira antes não imaginada. Bem antes das crianças produzirem as primeiras palavras, elas aprendem os padrões de sons das unidades fonéticas, as palavras e as estrutura das frases da língua que escutam. Ouvir a palavra altera o encéfalo do bebê precocemente. Essas novas descobertas conduziram a uma nova visão da linguagem que abrange seu desenvolvimento.

Não importa a cultura, todas as crianças inicialmente exibem padrões universais de percepção e produção da fala, independentemente do idioma especifico que escutam.

Ao final do primeiro ano, os bebês já aprenderam, pela exposição a um idioma especifico, quais unidades fonéticas transmitem significado naquele idioma, e reconhecem palavras prováveis, embora ainda não as entendam. Aos 12 meses de idade, as crianças compreendem cerca de 50 palavras e já começaram a produzir uma fala que se parece com o idioma nativo. Aos 3 anos, as crianças conhecem cerca de 1000 palavras (o adulto 70000), criam frases longas como os adultos e podem manter uma conversação.As crianças aprendem uma linguagem de maneira mais natural e eficiente que os adultos, o que é um paradoxo, já que as capacidades cognitivas dos adultos são superiores.

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O Que Você Sabe Sobre o Sistema Visual Humano?

O sistema visual humano é o canal sensorial mais importante para a sobrevivência do ser humano. Os olhos são o segundo órgão mais complexo do nosso corpo. Sua conexão com o cérebro e a maneira com a qual ele influência a vidas das pessoas, seja pelas cores, formas ou luzes é significativa.

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Tudo Sobre Neurociências Das Ondas Cerebrais

As ondas cerebrais vêm sendo estudadas desde 1930, quando Hans Berger inventou o EEG com o objetivo de monitorar a variação elétrica na superfície do crânio humano (Waechter, 2002). Essa invenção permitiu que uma nova linha de pesquisa surgisse, a analise das ondas cerebrais, chamada de neurofeedback.

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Causas e Efeitos da Depressão No Cérebro

O cérebro é formado por células, os neurônios, que se comunicam por meio de substâncias chamadas neurotransmissores. Quando uma pessoa está em depressão, alguns neurotransmissores, por algum motivo, não circulam como deveriam. As causas são diversas, como predisposição genética, personalidade melancólica, vivência de situações desgastantes ou traumáticas, abuso de drogas ou álcool e algumas doenças cerebrais.

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